sábado, 20 de abril de 2013

Unifeso zela pela ética no uso de animais em pesquisas


Respeito no uso de animais - Foto: Unifeso

A Reitoria do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO) renomeou, para o biênio de 2013-2015, os membros da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), mantendo o professor Alcides Pissinatti como coordenador e a professora Denise Mello Bobany como vice-coordenadora – ambos docentes do curso de Medicina Veterinária.

Na história da ciência, o uso de animais em pesquisas sempre esteve presente no âmbito da produção científica, que a cada ano vem avançando mais no Brasil na área de Saúde. Com isso, tornou-se necessário a criação de normas e regulamentações sobre o uso de animais em pesquisas experimentais, assim como a adequação de comissões de ética para este fim nas instituições de ensino superior e de pesquisa.

Seguindo as recomendações do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), a CEUA-UNIFESO foi criada em 2001 e sempre contou com a coordenação do professor Alcides. Com o passar dos anos foi recebendo reformulações, adotando códigos de conduta e promovendo uma série de encontros, visando analisar e qualificar, do ponto de vista ético, legal e normativo as atividades que envolvem o uso de animais.

O professor Alcides explica que estes estudos se fazem necessários até hoje para a ciência, no entanto defende que devem ser conduzidos dentro da ética, considerando o zelo que o profissional deve ter pelo bem-estar do animal, poupando-o e protegendo-o ao máximo em respeito ao organismo que se está utilizando, da mesma forma que se deve ter com seres humanos.

“O UNIFESO, assim como todas as instituições, deve ter esta visão de respeito com todos os animais, esta é a ideia da comissão. O que falta no pesquisador e no estudante brasileiro é entender mais sobre isso. Independente se vai ou não usar animais na pesquisa, em nosso curso obrigamos todos os alunos a entender estas normas no preparo da monografia, pois são condutas que eles têm que levar para toda a vida profissional”, salientou.

O professor lembra que o cuidado se estende também à utilização de peças e animais mortos, para que não aconteça o uso indevido dos mesmos. Para estes casos também se deve consultar a comissão, na busca de informação e conhecimento da procedência do material a ser utilizado. “É uma forma de coibir o tráfico de animais, por exemplo”, justificou o professor.

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