quinta-feira, 4 de abril de 2013

Inepac estuda recuperação do Mirante da Granja Guarani



Prefeitura e Inepac no Mirante - Foto: Amagg

Na tarde desta terça-feira, 2 de abril, o Secretário de Cultura de Teresópolis, Wanderley Peres, e o Subsecretário, Arnaldo Almeida, receberam dois arquitetos do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). O objetivo da visita foi avaliar o atual estado do Mirante da Granja Guarani, visando os estudos para a preparação do projeto de restauração do local.

Na ocasião, foi entregue ao Secretário um documento com estudos preliminares realizados pelo Inepac com vistas aos projetos de restauração do mirante e também o projeto de paisagismo para o entorno do atrativo. Mas, até que seja definido, aprovado e executado o projeto de restauração, a Prefeitura irá zelar pelo terreno, cercando a área já demarcada, de 1.800m2 e cuidando de sua limpeza e manutenção, evitando assim que a edificação sofra maiores danos e ações de vandalismo.

A ação inclui ainda a colocação de um portão no local, controlado pela Guarda Municipal, com o intuito de impedir a entrada de animais e pessoas mal intencionadas na área.

O trabalho tem o amparo do Inepac. “Por ser um bem tombado e guardar características importantes da época, é fundamental que a edificação seja resguardada. Assim, apoiamos em 100% as medidas adotadas pela Prefeitura em demarcar, cercar e zelar pela área até que possamos executar o projeto de restauração”, comentou o arquiteto Marcos Bittencourt, lembrando ainda que, embora os azulejos – cuja restauração é a maior dificuldade do projeto – estejam muito danificados, existem técnicas modernas que permitem sua restauração. “A questão hoje é definir que tipo de técnica será mais adequada para obtermos o melhor resultado”, completou.

Tombado pelo Inepac desde 1988, o Mirante da Granja Guarani é um importante atrativo turístico e histórico de Teresópolis, como explica o Secretário Wanderley. “O complexo é da década de 20 do século passado e de grande importância para a história do município. Foi cenário para chás da tarde de senhoras da sociedade e de lá vê-se uma das mais belas vistas do Alto e da Granja Comary. Em seus azulejos portugueses, estão narradas quatro lendas indígenas e mesmo sem o telhado, ainda hoje a acústica perfeita impressiona. Sem dúvida, trata-se de uma edificação que merece ser recuperada e devolvida à população”, comenta o secretário.


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