terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Professoras do Unifeso participam do Observatório Social


Componentes do Observatório Social - Foto: Unifeso
 
Eleitas para ocupar a Diretoria do Observatório Social de Teresópolis (OST) no próximo biênio (2017/2018), as professoras Valéria de Oliveira Brites, dos cursos de Administração e Ciências Contábeis, e Telma Freitas, assessora da coordenação do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO) estão empenhadas nos papéis de ‘observadoras’ no que diz respeito ao controle das aplicações dos recursos públicos, buscando a participação da população em novas propostas para o município e a adesão de instituições que contribuam para manter o observatório cada vez mais atuante.
 
Representando o UNIFESO, elas participam desde os primeiros encontros da entidade, iniciados em 2014. “Participo do OST desde antes de sua fundação. Na primeira gestão atuei como membro da Comissão Fiscal e como contadora voluntária, já nesta segunda gestão que se inicia estou no cargo de Diretora Administrativa-Financeira”, contou a professora Telma.
 
“Nos envolvemos nas reuniões buscando maneiras de melhorarmos nossa cidade e entendemos que este observatório é de grande importância. Com isso, fomos atrás de empresas e entidades, além de pessoas físicas, que pudessem de alguma forma contribuir para essa iniciativa”, conta a professora Valéria Brites. De acordo com ela, através de doações o observatório mantém dois funcionários e cobre alguns gastos, “sendo que quanto mais arrecadarmos, mais trabalho poderemos realizar”, observou Valéria, que ocupa cadeira no Conselho Fiscal.
 
Para a professora Valéria, o último encontro realizado no dia 12 de dezembro tratou de importante questões que podem trazer para Teresópolis grande economia ao colocar em pauta a proposta para redução de gastos na Câmara Municipal. A ideia é alterar o regimento interno da Câmara a fim de incluir limitação à quantidade de cargos comissionados e o valor gasto com os vencimentos, chamada de “Lei do Orçamento Justo”.
 
“Em Teresópolis, cerca de R$ 15 milhões por ano são gastos com o legislativo municipal e 70% de tudo isso é destinado a pagamento de pessoal. São dezenas de cargos nomeados e em comissão que levam quase R$ 10 milhões por ano dos cofres públicos da cidade”, disse Valéria. O Observatório Social busca, em todo o país, evitar que as câmaras gastem sempre o limite máximo pela constituição e que instituam os orçamentos mais justos e conta com a ajuda da comunidade. Para que o projeto seja considerado é preciso de pelo menos 5% dos eleitores residentes em Teresópolis assinem o projeto.
 
A professora Telma defende que “para a nossa cidade esta é uma Instituição que veio somar, pois no seu papel de  tem a principal propositura de mudança de cultura , fazer com que o dinheiro público que é de todos seja devidamente aplicado para todos. Atuar para que não seja natural o desperdício, para que o que é de todos, por todos seja guardado e cuidado”.

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