sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

População de Teresópolis no combate ao Aedes aegypti


Aedes aegypti - Foto de arquivo
 
O Governo Municipal tem intensificado as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus. Treinamento de equipes, aumento do número de visitas domiciliares e o auxílio de dois veículos, entregues recentemente pelo Governo do Estado, fazem parte desta intensificação.
 
Através da Secretaria Municipal de Saúde, o Governo de Teresópolis convoca toda a população a participar desta mobilização.
 
Denúncias sobre possíveis focos do mosquito Aedes aegypti e solicitação de vistoria podem ser feitos ao Setor de Controle de Zoonoses pelo telefone 2742-7272, de segunda a sexta, das 8h às 17h, e também através da Ouvidoria Geral do Município pelo e-mail ouvidoria@teresopolis.rj.gov.br ou pelos telefones 0800 282-5074 e (21) 2742-5074. Localizada no Centro Administrativo Municipal Manoel Machado de Freitas (Av. Lúcio Meira, 375/1º piso, na Várzea), a Ouvidoria funciona de segunda a sexta, das 8h às 18h.
 
PREVENÇÃO
 
- Evite ter bromélias em casa. Mantendo-as, é indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando no mínimo duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas;
- Bandejas de degelo de algumas geladeiras e bandejas de bebedouros podem ser potenciais criadouros do mosquito da dengue. Verifique-as semanalmente, mantendo-as limpas e secas;
- Lave com escova e sabão os utensílios de cozinha usados para armazenar água, como jarras, garrafas e baldes;
- Troque diariamente a água dos bebedouros dos animais domésticos, como aves, cães e gatos, e lave os recipientes com escova e sabão;
 - Limpe os ralos jogando água sanitária ou desinfetante semanalmente, e se não utilizá-los, mantenha-os vedados;
- Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens, potes, latas, copos e garrafas vazios;
- Não jogue lixo em terreno baldio;
- Depressões de terrenos podem criar poças d’água, preencha-as com areia ou pó de pedra;
- Instale o aparelho de ar-condicionado de forma a não acumular água;
- Mantenha sempre seco o piso de garagens e subsolos;
- Confira se a água da chuva recolhida pela calha não está empoçando;
- Mantenha caixas d’água, tonéis, galões, poços e barris bem vedados;
- Guarde pneus secos e em lugares cobertos;
- Utilize areia nos pratos de vasos de plantas;
- Mantenha tampados os vasos sanitários sem uso constante;
- Mantenha piscinas e fontes sempre tratadas.
 
AS DOENÇAS
 
DENGUE - Doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti.
Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar.
Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.
 
CHIKUNGUNYA - A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e Aedes albopictus (presente em áreas rurais). No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. A origem do nome é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.
Sintomas: Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Podem ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.
Tratamento: Não existe vacina ou tratamento específico. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetilsalicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.
 
ZIKA – É um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.
Sintomas: Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.
Tratamento: O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de paracetamol ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.

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