terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Teste de Progresso: diferencial presente no Unifeso


Prof. José Feres Abido Miranda - Foto: Unifeso

Atualmente aplicado em diversas escolas médicas e em alguns outros cursos no Brasil e no mundo, o Teste de Progresso tem por finalidade avaliar o curso e o desempenho cognitivo individual dos estudantes ao longo de todo curso em suas diversas áreas de formação, quanto aos conteúdos que refletem o conhecimento geral e indispensável ao exercício profissional, levando o aluno a refletir acerca da evolução de seus conhecimentos.

Uma das primeiras experiências do Teste de Progresso, também conhecido como Teste de Crescimento Cognitivo veio a partir de uma deliberação da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) que, em 1998, aplicou a avaliação para um grande número de escolas médicas em nível nacional interessadas em auto avaliar-se, o que foi o caso do UNIFESO.

A auto-avaliação institucional identificou a grande importância do Teste de Progresso, que foi introduzido no Programa de Avaliação Institucional inicialmente para o curso de Medicina em 2007 e depois progressivamente estendido aos demais cursos do UNIFESO. “Este é um potente caminho para a Instituição aprimorar os projetos pedagógicos dos cursos, com base na análise dos resultados do Teste de Progresso. Com isso, temos a possibilidade de traçar um mapa ano a ano, registrando o crescimento dos alunos bem como os aspectos curriculares a serem aprimorados”, justifica o c, Pró-Reitor Acadêmico.

O Pró-Reitor chama a atenção para a oportunidade única que o teste proporciona ao estudante para acompanhar seu desenvolvimento do primeiro ano ao último ano, identificando ele mesmo onde estão suas fragilidades e potencialidades, de forma a poder superar as dificuldades ao longo de sua formação. Segundo o Pró-Reitor, a avaliação não promove o “rankeamento” entre os estudantes nem os submete a nenhuma pressão, mas busca conscientizar o acadêmico do compromisso que tem com seu crescimento e aperfeiçoamento durante a sua formação. “É uma prova anual em que a presença do estudante é obrigatória, mas ele não sofre nenhum tipo de represália se não fizer a prova com empenho, como também não é premiado em caso contrário, o que tem fundamento na avaliação formativa. Na verdade é uma oportunidade ímpar do diálogo para consigo mesmo, que proporciona outro nível de consciência, estimulando a busca de superação de eventuais dificuldades. É muito diferente de um Exame de Ordem para os concluintes/graduados de Direito, por exemplo, que se submetem a uma prova e se não conseguirem um determinado desempenho não poderão exercer a profissão”, explicou o Pró-Reitor.

Para o professor Feres, a aplicação do Teste de Progresso significa uma grande mudança de cultura da educação tradicional, “por isso é difícil a sua implantação, pois é preciso que, ao longo do tempo, mude-se a cabeça dos professores e dos estudantes para que valorizem este processo que é um grande esforço institucional, além de um diferencial para o profissional que se forma no UNIFESO”, observou.

Seis anos de experiência com dados positivos

O UNIFESO aplica anualmente o Teste de Progresso desde 2007, inicialmente apenas para o curso de Medicina. A partir de 2008 foi introduzido aos cursos em mudança curricular, quando além da Medicina participaram Enfermagem e Odontologia. Em 2009 todos os cursos da área de Saúde passaram a aplicar o teste e, desde 2010, a avaliação acontece para todos os cursos da Instituição.

Nestes seis anos foram colecionados números positivos neste processo: três Centros de Ensino, Pesquisa e Extensão avaliados, atingindo 16 cursos distintas áreas de formação profissional. Nesse universo, 74 avaliações foram realizadas, convocando mais de 19 mil estudantes para efetuar os testes. Destes, mais de 10 mil compareceram, apresentando ao longo dos anos uma participação crescente na avaliação. Até hoje mais de cinco mil questões foram produzidas e aplicadas, em um total de 102 categorias.

Os resultados são disponibilizados individualmente aos estudantes para suas análises, e os resultados por área a cada curso para discussão em seus órgãos colegiados, subsidiando assim um constante processo de aprimoramento.

Um exemplo concreto desta evolução é que alguns cursos, a partir da identificação de um pior desempenho sobre temas específicos, promovem o cruzamento entre o desempenho do estudante, a avaliação dos docentes com atuação específica sobre aquele tema e no cenário de prática em questão. Estamos, então, diante de um projeto pedagógico do curso vivo, propiciando uma visão e intervenção mais precisa e eficiente. O desafio para 2013 é ampliar o número de participantes e sobretudo aprofundar a ação dialógica entre a comunidade acadêmica, inerente e indispensável aos processos de avaliação formativa.

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