sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O 'apagão' e os riscos do 'denuncismo'

O Brasil possui eleições de dois em dois anos. Sem citar partidos ou correntes de pensamento, a prática comum das oposições é sempre, antes de cada eleição, atacar politicamente a situação, através de denúncias de corrupção ou até mesmo, através da transformação de fatos de qualquer natureza, como o recente 'apagão', em cobranças de responsabilidade do candidato da situação. A oposição quer responsabilizar Dilma por uma falha no sistema elétrico, obviamente causada por fatores climáticos e reparada em apenas quatro horas.


Claro que surgem 'autoridades' no assunto para expor opiniões 'técnicas' na grande mídia, noticiários alarmistas, 'CPIs' e outros meios modernos de propaganda política. A prática, apesar de comum e praticada por ambos os lados, a nosso ver é muito perigosa para o país, já que a velocidade, a variedade e a quase total falta de seriedade da maioria das denúncias, somada à clara conotação política das manchetes, gera o descrédito dos órgãos de comunicação a tal ponto, que no dia em que realmente fatos graves ocorrerem, a população não acreditará em sua veracidade, por mais contundentes que sejam as provas apresentadas.

O envolvimento político dos órgãos de imprensa, notadamente da grande mídia, pode levar à impunidade generalizada, já que o excesso de denúncias 'forçadas', a inversão e omissão de fatos reais e a escrita tendenciosa de certos colegas jornalistas, podem a curto prazo levar a mídia ao total descrédito, liberando os reais corruptos e maus gestores para a continuidade de suas práticas nocivas.

Talvez seja hora da oposição entender que o caminho do voto é o investimento no bem estar diário da população e não na mídia das 'grandes denúncias', cabe à mídia, separar melhor o departamento comercial do setor de reportagem, sob pena de extinção dessas instituições, tão importantes no jogo democrático.

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